REVIVER MEMORIAS DO CLUBE DO CORAÇÃO
HISTÓRIA
13/12/1903
Foi neste dia marcante,
Num convívio importante
No decorrer de um jantar,
Que nasceu a grande ideia,
Bem vista pela plateia
De um clube organizar.
Foi uma ideia Gloriosa,
Que gerou tamanha prosa
Acabando tudo em bem,
Surgia no Café Gonçalves
Que já não termina am Alves
Hoje é a "Nau de Belém"
28/02/1904
A vinte e oito de Fevereiro,
Duas dúzias de obreiros
Gente que pra traz não fica,
Foi em mil novecentos e quatro,
Quem em plena Farmácia Franco
Dariam vida ao Benfica
Assim nasce o Glorioso,
Para alegria do povo
Eram todos gente boa,
A malta não era rica,
Não foi chamado Benfica
Mas sim, Sport Lisboa.
Longe estavam de pensar,
Que acabavam de criar
Com sentimento profundo,
O clube mais popular,
O maior de Portugal
E hoje maior do Mundo
Se há vida além da morte
Como os cristãos dão o mote
E a natureza enigma encerra,
Estes vinte e quatro senhores
Orgulhosos estão das cores
Que criaram nesta terra.
Estes vinte e quatro heróis,
Amantes dos futebóis
Que ficaram para a história,
Seus nomes quero gravar,
Para que possa ficar
Nos registos e na gloria
OS 24 FUNDADORES
Abílio Meireles
Amadeu Rocha
António Rosa Rodrigues
António Severino
Cândido Rosa Rodrigues
Carlos França
Daniel de Brito
Eduardo Corga
Francisco Calisto
Francisco Reis
João Inácio Gomes
João Goulão
Joaquim Almeida
Joaquim Ribeiro
Jorge Augusto de Sousa
Jorge da Costa Afra
José Linhares
José Rosa Rodrigues
Manuel Gourlade
Manuel França
Raul Empis
Henrique Teixeira
Virgílio Cunha
E o esquecido na acta,
Que ele próprio elaborou,
COSME DAMIÃO
Por estranho que pareça
Dou mil voltas à cabeça
Mas nunca entendi bem
Que o Glorioso da Luz,
Sem nada a ver com a Cruz
tenha nascido em Belém.
Foi a partir desta hora,
Que ficou na história
Na acta e na emoção,
Com três dos seus fundadores
Que eram também jogadores
A formar a Direcção.
Eleitos pelos restantes,
São elementos marcantes
Pró futuro e no presente,
Manuel Gourlade tesoureiro,
Santos Brito Secretário
José Rodrigues Presidente
Dos quatro irmãos Catataus
Que a jogar não eram maus
Um dos quais mais influente,
Foi José Rosa Rodrigues,
Bom em campo e outras lides
E primeiro Presidente
Dos vinte e quatro obreiros,
O principal timoneiro
Que empenhou seu coração,
Uma vida a trabalhar,
A dirigir treinar e jogar
Grande Cosme Damião.
Nesta grande fundação,
O nome Cosme Damião
Na acta não aparece
Sendo ele o escrivão,
Era tanta a emoção
Que seu próprio nome esquece.
Do ano quatro ao sete,
Tudo faz nada promete
Com uma grande emoção,
Jogador e Director,
Muito empenho e ardor
Grande Cosme Damião.
Quando no sete falado
O Sporting foi fundado
Pelo Conde de Alvalade,
Não fora gente tão boa
O nosso Sport Lisboa
TINHA MESMO ACABADO Com uma equipa certinha,
TINHA MESMO ACABADO Com uma equipa certinha,
Três anos de treino tinha
Mas podia ser fatal,
Perdeu oito jogadores,
Os da mais fina-flor
Para o Sporting de Portugal
Com condições excelentes,
Instalações mais decentes
O Sporting se destacava,
Dos clubes com existência,
Este fazia a diferença
E aos jogadores pagava
Como Director e jogador
De grande empenho e amor,
E apoiado pelo povo,
Com garra querer e emoção,
O grande Cosme Damião
Começou tudo de novo.
Por quanto se dedicou,
Pelos cargos que ocupou
Valeu mais que um tesouro,
Uma vida inteira a fio,
Com grande empenho e brio
Foi sem dúvida ÁGUIA d' OURO.
Também muito influente,
Naquela fase carente
Que havia pouco dinheiro,
Foi o Manuel Gourlade,
Um tesoureiro com arte
E principal financeiro.
Merecendo sem favor,
Um bom hino de Louvor
Do colega Santos Brito,
De Londres ele mandou vir,
As regras para cumprir
Mais três bolas e um apito.
Era um simples empregado,
Vivia de um ordenado
Não era dono de um banco,
Muito longe de ser rico,
Trabalhava com Daniel de Brito
Na dita Farmácia Franco.
Sendo Ele o tesoureiro,
Gastava do seu dinheiro
E a sua vida divide,
Acabou pobre coitado,
Numa cama abandonado
Num asilo em Campolide.
Todo o grupo se empenhava,
E a fundo se dedicava
Com grande e imensa fé,
Os irmãos Rosa Rodrigues,
Compram redes prás balizas
Aos pescadores de Nazaré.
Foram instituídas as quotas,
Para os sócios e sócias
Tachadas nesse momento,
Cem Reis mensais a favor,
Que corresponde ao valor
De um vigésimo do cêntimo.
Chegada a ocasião,
De tomarem a decisão
Das cores, emblema e divisa,
Foi do Major Cruz Viegas,
Grande Senhor das Salésias
A sugestão mais querida.
Vermelho e branco no dorso,
No calção, o branco exposto
E o preto na meia fina,
Lá ia dizendo o Major,
Que seriam estas cores
A ficar mais na retina.
Mas a cor da camisola,
Aos quadros e branca na gola
Escolhida com afinco,
Breve seria alterada,
Para lisa encarnada
Nos ano novecentos e cinco.
Com respeito ao emblema,
Constitui um belo tema
A águia do planalto,
Segundo o nosso Major,
Seria a águia o melhor
Pró clube voar mais alto.
Quanto à divisa ou legenda,
Não foi eleita uma lenda
Mas o símbolo da amizade,
Seno, " E Pluribus Unun ",
Um por todos, todos por um
Com apelo à unidade
Importantes decisões,
Tomadas nas reuniões
Com as cores vermelho e branco,
São registadas para a história,
Numa sede provisória
Que era a Farmácia Franco.
Em novecentos e quatro,
Foi alugado um quarto
Ficando assim menos-mal,
Montada ali nova sede,
Balneários ao ar livre
A funcionar no Quintal.
Foi na travessa das Zebras,
Com ilusões bem acesas
Naquele meio Urbano,
Assumindo com ardor,
A renda igual valor
De seis cêntimos por ano.
01/01/1905
No dia um de Janeiro,
No seu jogo pioneiro
Já com dez meses de idade,
Foi pela primeira vez,
Que apresentou a valer
A sua equipa à cidade.
Este jogo pioneiro,
Não foi só por ser o primeiro
Que ficou para a história,
Foi nas Salésias o despique
Vencendo o Campo de Ourique
Foi a primeira vitória
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Retirado do livro "O GLORIOSO"
Mas podia ser fatal,
Perdeu oito jogadores,
Os da mais fina-flor
Para o Sporting de Portugal
Com condições excelentes,
Instalações mais decentes
O Sporting se destacava,
Dos clubes com existência,
Este fazia a diferença
E aos jogadores pagava
Como Director e jogador
De grande empenho e amor,
E apoiado pelo povo,
Com garra querer e emoção,
O grande Cosme Damião
Começou tudo de novo.
Por quanto se dedicou,
Pelos cargos que ocupou
Valeu mais que um tesouro,
Uma vida inteira a fio,
Com grande empenho e brio
Foi sem dúvida ÁGUIA d' OURO.
Também muito influente,
Naquela fase carente
Que havia pouco dinheiro,
Foi o Manuel Gourlade,
Um tesoureiro com arte
E principal financeiro.
Merecendo sem favor,
Um bom hino de Louvor
Do colega Santos Brito,
De Londres ele mandou vir,
As regras para cumprir
Mais três bolas e um apito.
Era um simples empregado,
Vivia de um ordenado
Não era dono de um banco,
Muito longe de ser rico,
Trabalhava com Daniel de Brito
Na dita Farmácia Franco.
Sendo Ele o tesoureiro,
Gastava do seu dinheiro
E a sua vida divide,
Acabou pobre coitado,
Numa cama abandonado
Num asilo em Campolide.
Todo o grupo se empenhava,
E a fundo se dedicava
Com grande e imensa fé,
Os irmãos Rosa Rodrigues,
Compram redes prás balizas
Aos pescadores de Nazaré.
Foram instituídas as quotas,
Para os sócios e sócias
Tachadas nesse momento,
Cem Reis mensais a favor,
Que corresponde ao valor
De um vigésimo do cêntimo.
Chegada a ocasião,
De tomarem a decisão
Das cores, emblema e divisa,
Foi do Major Cruz Viegas,
Grande Senhor das Salésias
A sugestão mais querida.
Vermelho e branco no dorso,
No calção, o branco exposto
E o preto na meia fina,
Lá ia dizendo o Major,
Que seriam estas cores
A ficar mais na retina.
Mas a cor da camisola,
Aos quadros e branca na gola
Escolhida com afinco,
Breve seria alterada,
Para lisa encarnada
Nos ano novecentos e cinco.
Com respeito ao emblema,
Constitui um belo tema
A águia do planalto,
Segundo o nosso Major,
Seria a águia o melhor
Pró clube voar mais alto.
Quanto à divisa ou legenda,
Não foi eleita uma lenda
Mas o símbolo da amizade,
Seno, " E Pluribus Unun ",
Um por todos, todos por um
Com apelo à unidade
Importantes decisões,
Tomadas nas reuniões
Com as cores vermelho e branco,
São registadas para a história,
Numa sede provisória
Que era a Farmácia Franco.
Em novecentos e quatro,
Foi alugado um quarto
Ficando assim menos-mal,
Montada ali nova sede,
Balneários ao ar livre
A funcionar no Quintal.
Foi na travessa das Zebras,
Com ilusões bem acesas
Naquele meio Urbano,
Assumindo com ardor,
A renda igual valor
De seis cêntimos por ano.
01/01/1905
No dia um de Janeiro,
No seu jogo pioneiro
Já com dez meses de idade,
Foi pela primeira vez,
Que apresentou a valer
A sua equipa à cidade.
Este jogo pioneiro,
Não foi só por ser o primeiro
Que ficou para a história,
Foi nas Salésias o despique
Vencendo o Campo de Ourique
Foi a primeira vitória
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Retirado do livro "O GLORIOSO"







